Aquele vão
De frente à porta do sim e do não
Toda escolha predispõe renúncia
E um bocado de solidão
Não há nada que nunca se revele
Que vague ad eternum no mundo dos esconderijos
Uma boca que fala, um olho que vê, um coração que sente
E tudo chega até você
Pra que falar de amor
Se quem eu amo não pode ler?
Pra que curar a dor
Se de todo jeito se vai morrer?
Pra que dizer não
Se lá na frente você estará na sua contramão?
De toda sede que me obrigam a ter
Te aviso que não me sacio facilmente
Não espero calmamente
Não deixo o tempo fazer hora
Seria dona de mim, mulher?
Imperatriz, força do que quer?
Mas pra que firmar meu jogo
Se me imponham a finitude?
Pra que apressar o tempo
Se meus olhos ainda piscam
E eu já o estou perdendo?
Quem entra no círculo
Tem que sentar, dar as mãos
Ou até cochichar
Quem entra no círculo
Tem que ser esperto e se levantar
Quando a cotia chegar
Quem entra no círculo está condenado a não ser único
E até insignificante
Mas também a não ser sozinho
Quem entra no círculo
Se descobre no espaço
E faz de cada rodada
O momento esperado
Quem entra, uma hora sai
Porque cansou, porque escureceu
Porque a mãe gritou
Mas o círculo não se desfaz
Sabe de outros encontros
E o círculo era o tempo
E nós os seus pontos
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Caminhos Para(elos)
A oportunidade vem
Mesmo para quem não tem nenhum vintém
O caminho tem que dar
O nada não é lugar
Porque há sempre história para contar
E eu encontrei sentido na dor, no calo que se formou
No rastejo, na correria, no sol do meio dia
No congestionamento dos meus pensamentos
E aqui estou com um bocado de flashes, de decepções, de ilusões, de paixões e de certezas
Essa mistura eu trago nas mãos
O papel se aproveita. Deita e deleita
Mesmo com os rabiscos
É disso que ele gosta
Fiz de conta
Me virei do avesso
Não fui eu mesma
Paguei o preço
Deixei passar, deixei fazer
Me estendi
E me doei
Reconheci
E acumulei
Na hora de rir me entreguei
E essa era a lei
Aquilo tudo não seria de novo
Então, novos caminhos eu inventei
Não fui além do que eu poderia ser
Fui tudo o que cabia dentro de mim
Mas foi quando eu fui você que eu realmente pude entender
O porquê a gente vem e por quem a gente vai
E tudo fez sentido
Me completei ao redor do mundo
E o mundo agora cabia em mim
Mesmo para quem não tem nenhum vintém
O caminho tem que dar
O nada não é lugar
Porque há sempre história para contar
E eu encontrei sentido na dor, no calo que se formou
No rastejo, na correria, no sol do meio dia
No congestionamento dos meus pensamentos
E aqui estou com um bocado de flashes, de decepções, de ilusões, de paixões e de certezas
Essa mistura eu trago nas mãos
O papel se aproveita. Deita e deleita
Mesmo com os rabiscos
É disso que ele gosta
Fiz de conta
Me virei do avesso
Não fui eu mesma
Paguei o preço
Deixei passar, deixei fazer
Me estendi
E me doei
Reconheci
E acumulei
Na hora de rir me entreguei
E essa era a lei
Aquilo tudo não seria de novo
Então, novos caminhos eu inventei
Não fui além do que eu poderia ser
Fui tudo o que cabia dentro de mim
Mas foi quando eu fui você que eu realmente pude entender
O porquê a gente vem e por quem a gente vai
E tudo fez sentido
Me completei ao redor do mundo
E o mundo agora cabia em mim
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Untitled
Fim ou Começo?
Responda rápido!
Eu ainda estou pensando...
De repente me vi sem aquele peso
Fantasias e loucuras
Retidas nas palavras
Eram os meus sonhos quase pueris
Demarcados pela tua presença
Firme, impregnado
Ressurgia sua lembrança
Encarcerada eu me sentia
Detinhas a chave da minha liberdade e nem sabias
Fui fundo e perdi minhas asas
Reneguei o juízo e a coragem
Eu me segurei no suspiro e do
Desespero só você me salvaria
Faltei à aula do esquecimento
Recebi o meu salário
Enovelada até não poder mais
Dentro daquela trama eu colecionava lágrimas
Fatos e memórias eu guardei num
Relicário que só eu mexia
Estava lá uma de suas faces
Dentro de frases mal construídas
Fogo que se consumia enquanto
Eu remontava meu quebra-cabeça
Era o trio da alegria
Dentro de um teatro de sombras
Foi quando falei
Resoluta eu lhe dizia
Eu estava feliz
De um modo que nem eu mesma sabia
Falar me fez lembrar do encanto
Responsável pelo meu pesadelo
Escolhi as mais sinceras sensações e
Dentro do seus olhos eu as coloquei
Fechei aquela porta
Resolver está no FIM
Eu até me lembrei do começo, mas apaguei aquela luz
De súbito encerrei também seu nome.
Responda rápido!
Eu ainda estou pensando...
De repente me vi sem aquele peso
Fantasias e loucuras
Retidas nas palavras
Eram os meus sonhos quase pueris
Demarcados pela tua presença
Firme, impregnado
Ressurgia sua lembrança
Encarcerada eu me sentia
Detinhas a chave da minha liberdade e nem sabias
Fui fundo e perdi minhas asas
Reneguei o juízo e a coragem
Eu me segurei no suspiro e do
Desespero só você me salvaria
Faltei à aula do esquecimento
Recebi o meu salário
Enovelada até não poder mais
Dentro daquela trama eu colecionava lágrimas
Fatos e memórias eu guardei num
Relicário que só eu mexia
Estava lá uma de suas faces
Dentro de frases mal construídas
Fogo que se consumia enquanto
Eu remontava meu quebra-cabeça
Era o trio da alegria
Dentro de um teatro de sombras
Foi quando falei
Resoluta eu lhe dizia
Eu estava feliz
De um modo que nem eu mesma sabia
Falar me fez lembrar do encanto
Responsável pelo meu pesadelo
Escolhi as mais sinceras sensações e
Dentro do seus olhos eu as coloquei
Fechei aquela porta
Resolver está no FIM
Eu até me lembrei do começo, mas apaguei aquela luz
De súbito encerrei também seu nome.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Filho é bagunça?
Por que fez chorar se sabia que não ia durar?
Por que fez de conta que fez
Para depois voltar?
Não me venha jogar na cara, a fim de que eu engula, esse jeito insosso que eu detesto.
Não diga que pensou direito
Não terá sempre essa oportunidade
O que te move? O que te trouxe?
Entras pela porta, mas eu já não sinto nada.
Conta coisas novas, continuando nossos planos
Mas não sei se ainda são os meus.
Sorri para mim e para o programa que passa na TV
Mas já não acho graça.
Sem emoção, reconheço sua presença
Será que ela é mesmo boa?
Agiste como chuva fina e passageira
Não perturbou o sono
Não fez florescer o campo
Não desmoronou quase nada
E passou
O meu olhar distraído só consegue fixar em seu rosto para visualizar suas incertezas e a sua relativa inércia.
Tudo bem, porque não está mal.
Mas tudo ainda tão significado para este sujeito
Para este "EU" que você nem viu quando resolveu partir.
Por que fez de conta que fez
Para depois voltar?
Não me venha jogar na cara, a fim de que eu engula, esse jeito insosso que eu detesto.
Não diga que pensou direito
Não terá sempre essa oportunidade
O que te move? O que te trouxe?
Entras pela porta, mas eu já não sinto nada.
Conta coisas novas, continuando nossos planos
Mas não sei se ainda são os meus.
Sorri para mim e para o programa que passa na TV
Mas já não acho graça.
Sem emoção, reconheço sua presença
Será que ela é mesmo boa?
Agiste como chuva fina e passageira
Não perturbou o sono
Não fez florescer o campo
Não desmoronou quase nada
E passou
O meu olhar distraído só consegue fixar em seu rosto para visualizar suas incertezas e a sua relativa inércia.
Tudo bem, porque não está mal.
Mas tudo ainda tão significado para este sujeito
Para este "EU" que você nem viu quando resolveu partir.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Calo
Resignei-me. Não ousei contrariar. Era perigoso de mais.
Aceitei mais um calo
E a palavra que não saía, escondida, feria a alma.
O instante da dúvida, subsidiado pleo medo de errar, não dizendo não, também não disse sim.
Não disse nada. Calou em si.
Afasta, afasta de mim essa cálice
Era o meu clamor quando a sua ausência torturava o peito.
Calos de dor.
Nunca nada fora sólido
Por isso não me surpreendia que se desmanchasse no ar.
No princípio eram bolhas vermelhas do aperto. Estouravam.
Pele rompida. Carne sujeita.
Abriam-se as feridas e suas incertezas.
E meus calos doem.
Por que será que ainda resisto a tirar estes sapatos?
Se sei que pés no chão é vida na terra?
Renúncia
Não é e nunca será
Caminhei sozinha por lugares já devastados
E nada que eu falasse mudaria a tática
Os sinais não eram vistos
Calei-me
Contida menina-mulher tentava fazer daquelas lágrimas remédio curador de minhas feridas, de meus calos.
Tento despir-me do passado. Prosseguir nua, nua de alma.
Não, ainda não me armo.
Tento avistar um horizonte nesse caminho errante
Porque todos vivem calando suas dores. Curando os calos e as recusas que tangem suas almas
Mas talvez "nem toda confissão seja uma vitória da tortura, porque às vezes a pior tortura é ter a voz silenciada",como diria Renato Janine. Por isso, eu sei:
Dos calos de minha vida
O que mais dói é aquele que precisou silenciar-te dentro de mim.
Aceitei mais um calo
E a palavra que não saía, escondida, feria a alma.
O instante da dúvida, subsidiado pleo medo de errar, não dizendo não, também não disse sim.
Não disse nada. Calou em si.
Afasta, afasta de mim essa cálice
Era o meu clamor quando a sua ausência torturava o peito.
Calos de dor.
Nunca nada fora sólido
Por isso não me surpreendia que se desmanchasse no ar.
No princípio eram bolhas vermelhas do aperto. Estouravam.
Pele rompida. Carne sujeita.
Abriam-se as feridas e suas incertezas.
E meus calos doem.
Por que será que ainda resisto a tirar estes sapatos?
Se sei que pés no chão é vida na terra?
Renúncia
Não é e nunca será
Caminhei sozinha por lugares já devastados
E nada que eu falasse mudaria a tática
Os sinais não eram vistos
Calei-me
Contida menina-mulher tentava fazer daquelas lágrimas remédio curador de minhas feridas, de meus calos.
Tento despir-me do passado. Prosseguir nua, nua de alma.
Não, ainda não me armo.
Tento avistar um horizonte nesse caminho errante
Porque todos vivem calando suas dores. Curando os calos e as recusas que tangem suas almas
Mas talvez "nem toda confissão seja uma vitória da tortura, porque às vezes a pior tortura é ter a voz silenciada",como diria Renato Janine. Por isso, eu sei:
O que mais dói é aquele que precisou silenciar-te dentro de mim.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Volver
Repousa no silêncio, no olhar distraído vislumbrando o nada, aquela existência inaudível no meio da multidão. Ele reporta-se as suas lembranças.
Lembranças: aquilo já não é
É porque se gosta
É porque marcaram
É porque ainda significam
Que as mantemos indeléveis em nossa mente
E quando se quer ou até quando não se quer, e nem se percebe, volvemos a elas.
Alegrias, gestos, palavras, canções, rostos e deflagrações
O sol que nasceu. A chuva que desceu
A criança que gritou. O vizinho que brigou
O beijo com ardor. Aquele professor
A volúpia na cama. A dor de quem ama
A fala sem pausa. O dia do silêncio
A mão que se estendeu. O vão que se deu
A lama e a mala
A vida e a morte
A saudade
Do que você lembra?? Do que quer lembrar?
Tem gente que deixa de viver, amargando as dores do passado
Tem gente que deixa de querer, querendo o passado.
Uma volver contínuo, por vezes insípidos.
Um volver esmaecido, querendo o calor do que já está adormecido.
O Volver de Gardel, com sua alma apegada a uma doce memória.
O Volver de Almodóvar e de suas inebriantes mulheres, na fibra e no osso.
O volver da menina, de sonhos pueris, que se vê envolvida em uma trama infeliz.
O volver do gajo, de jeito quieto, na beira do Tejo, pronto a pular.
O mal resolvido está na memória e a ela dilacera.
Sem demora, é preciso volver, revolver o passado, enxergar suas tramas.
Retorne para elaborá-lo na minúcia do pensamento. Para ressignificá-lo.
Às lembranças, dar a leveza que merecem.
Porque o problema não é voltar. É querer ficar por lá. É enovelar-se e não mais conseguir sair.
Retorne e tenha a capacidade de lembrar e de esquecer.
Retorne para também redescobrir o "viver por vários motivos"
Volver para perceber que só o presente ainda existe.
Lembranças: aquilo já não é
É porque se gosta
É porque marcaram
É porque ainda significam
Que as mantemos indeléveis em nossa mente
E quando se quer ou até quando não se quer, e nem se percebe, volvemos a elas.
Alegrias, gestos, palavras, canções, rostos e deflagrações
O sol que nasceu. A chuva que desceu
A criança que gritou. O vizinho que brigou
O beijo com ardor. Aquele professor
A volúpia na cama. A dor de quem ama
A fala sem pausa. O dia do silêncio
A mão que se estendeu. O vão que se deu
A lama e a mala
A vida e a morte
A saudade
Do que você lembra?? Do que quer lembrar?
Tem gente que deixa de viver, amargando as dores do passado
Tem gente que deixa de querer, querendo o passado.
Uma volver contínuo, por vezes insípidos.
Um volver esmaecido, querendo o calor do que já está adormecido.
O Volver de Gardel, com sua alma apegada a uma doce memória.
O Volver de Almodóvar e de suas inebriantes mulheres, na fibra e no osso.
O volver da menina, de sonhos pueris, que se vê envolvida em uma trama infeliz.
O volver do gajo, de jeito quieto, na beira do Tejo, pronto a pular.
O mal resolvido está na memória e a ela dilacera.
Sem demora, é preciso volver, revolver o passado, enxergar suas tramas.
Retorne para elaborá-lo na minúcia do pensamento. Para ressignificá-lo.
Às lembranças, dar a leveza que merecem.
Porque o problema não é voltar. É querer ficar por lá. É enovelar-se e não mais conseguir sair.
Retorne e tenha a capacidade de lembrar e de esquecer.
Retorne para também redescobrir o "viver por vários motivos"
Volver para perceber que só o presente ainda existe.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Traduza por mim, vai!
Queria Que Você Estivesse Aqui
Eu posso ser firme
Eu posso ser forte
Mas contigo ,isto não é assim.
Há uma garota
Que não dá a minima
Por trás desta parede
Que você simplesmente atravessa
E eu lembro-me de
Todas aquelas coisas malucas que tu disse s-te
Você as deixou rodando na minha cabeça
Você sempre está lá
Você está em toda parte
Mas agora eu gostaria que você estivesse aqui
Todas as coisas loucas que fizemos
Não pensamos sobre elas
Só fomos na onda
Você está sempre lá
Você está em todo lugar
Mas agora eu gostaria que você estivesse aqui
Droga, Droga, Droga
O que eu faria para ter você
Aqui, aqui, aqui
Eu gostaria que você estivesse aqui
Droga, Droga, Droga
O que eu faria para ter você por
Perto, perto, perto
Eu queria que você estivesse aqui
Eu amo seu jeito
É quem eu sou
Não preciso forçar
Nós sempre dizemos
Diga as coisas como são
E a verdade
É que realmente sinto sua falta
Todas aquelas coisas malucas que você disse
Você as deixou correndo pela minha cabeça
Você sempre está lá
Você está em toda parte
Mas agora eu gostaria que você estivesse aqui
De todas as coisas loucas que fizemos
Não pensamos sobre elas
Só fomos na onda
Você está sempre lá
Você está em todo lugar
Mas agora mesmo, eu gostaria que você estivesse aqui
Droga, Droga, Droga
O que eu faria para ter você
Aqui, aqui, aqui
Eu gostaria que você estivesse aqui
Droga, Droga, Droga
O que eu faria para ter você
Perto, perto, perto
Eu gostaria que você estivesse aqui
Não eu, Eu não quero deixar você ir
Só quero que você saiba
Que eu nunca deixarei ir, deixarei ir oh oh
Não eu, Eu não quero te deixar ir
Só quero que você saiba
Que eu nunca deixarei ir, deixarei ir,
Deixarei ir, deixarei ir, deixarei ir!!
Droga, Droga, Droga
O que eu faria para ter você
Aqui, aqui, aqui
Eu gostaria que você estivesse aqui
Droga, Droga, Droga
O que eu faria para ter você
Perto, perto, perto
Eu gostaria que você estivesse aqui
Tradução de Wish You Were Here - Avril Lavigne
(Era isso...)
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